
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
O trecho acima é conhecido de qualquer brasileiro que saiba e que tenha orgulho de cantar o hino nacional, de qualquer um que estampe no peito a satisfação, ou a não tanta satisfação de ser nacionalizado nesse país verde e amarelo. Agora, aqui pra nós, e se fossemos levar o que cantamos a sério? E se fossemos cobrar letra a letra, trecho a trecho o que canta o nosso hino brasileiro? Cobraríamos paz a cada futuro, a igualdade conseguida à braços fortes e bosques com mais vidas? Seriam mais ou menos essas as nossas cobranças de uma insatisfação nacional do que somos hoje. Uma insatisfação criada por nós mesmos, uma autodestruição dos donos desse país: nós. Somos nós que fazemos a violência, somos nós que plantamos o desrespeito, somos nós que acabamos com o nosso oxigênio, com a nossa mata, somos nós quem cobra de nós mesmos o que cantamos em nosso hino. Somos nós que cobramos e que não podemos fazer e muito menos ter. Mas é, infelizmente, aquele jeitinho brasileiro de fazer, negar e cobrar onde deveríamos fazer, assumir e concertar, pra quem sabe assim podermos cobrar com verdade e ter pelo menos um pouco do que tanto esse povo sonha.
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