quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Brasil x Brasil




Há quem diga que a diversidade do Brasil é incrível, e é. Não há país mais cheio de cor, mais cheio de raças e tribos diferentes, não há país mais diverso aos olhos do mundo como esse que vive de “pátria amada” no orgulho dos brasileiros. Há quem diga que o povo de jeitinho malandro, de jeitinho receptivo que abre os braços pra receber os de fora, é o mais atencioso, o que se acostuma melhor com o diferente, mas claro, com um porém. Esses de “fora” às vezes precisam ser bem de fora, coisa pouca, apenas um ou dois países a separar. Falar boy ou oh, God! é lindo, mas falar oxênte ou uai, não. Ser do no nordeste é ser cabra-macho, ser do sul é ser covarde, ser do sudeste é ser importante, ser do norte é ser brega. Características dadas de brasileiros para brasileiros, de região para região, de estado para outro estado, mas que no fim se torna tudo Brasil, tudo do mesmo modo, todos um mesmo e um só povo. Se existe uma resistência chamada xenofobia, qual nome poderia ser dado àquelas pessoas que não aceitam a própria diversidade de linguagem, de vida, de pensamentos que existem no seu próprio país? Que nome dar as pessoas que não sabem ver e aceitar a beleza que está tão perto de si? O que há de tão mal em ouvir a conversa cantada de um carioca ou de ouvir um sotaque arrastado e tão característico de um pernambucano? São características únicas que juntas formam uma só nação, que formam juntas um só país. Um só Brasil. E graças à Deus, assim penso eu!

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