segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sobre flâmulas e verdades - jeitinho de ignorar

O brasileiro enche a boca pra falar dos Estados Unidos
O brasileiro reclama da colonização portuguesa e dos estragos que ela causou, mas não se lembra do que fizemos aos africanos, de como os humilhamos e roubamos sua identidade em tão pouco tempo.
O brasileiro dança o samba dos africanos, mas cria cotas para negros na universidade.
O brasileiro nem sabe que é latino
O brasileiro aprende I love you, The book is on the table, acaso sabem, sabemos nós, os brasileiros, nossa própria língua?
O Brasil deixa que se esparramem por sua terra outras bandeiras, e que estas prevaleçam à sua.
O Brasil, ‘he forgot himself’…
Brasil? Não seria Brazil?
Brasil é um país solidário, é um pais carente, doa a saudade, doa também sua gente, doa sua lingua, sua economia... o Brasil é um país bom... Pros estrangeiros, oras!
O Brasil não é só os brasileiros
O Brasil nem é ele, são nossas atitudes
O Brasil é quando nós entramos de óculos escuros numa padaria onde um mendigo vegeta na porta, o Brasil é quando nós falamos que a Europa, os Estados Unidos são avançadíssimos e queimamos nossos índios,
é quando não usamos camisinha, quando jogamos lixo na rua, o Brasil é quando achamos que brasileiro é pobre, analfabeto, e só achamos, não mudamos.
O Brasil é quando damos milhões em roupas, bolsas e sapatos feitos de pele de animais, é quando damos mais visibilidade a essa pele do que à anorexia, a bulimia...

Me pergunto que cor representa o que um dia foi e já não é, posto que teremos que usá-la muito em breve para substituir o verde de nossa bandeira.
Brasil sem Amazônia, isso soa politicamente bem?
Me pergunto também como será ‘Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/de um povo heróico o brado retumbante/e o sol da Liberdade, em raios fúlgidos/brilhou no céu da Pátria nesse instante.’ em inglês, ou, o mais atual, mandarim.
Talvez nem precisemos, ‘o penhor dessa igualdade’ nunca foi conquistado mesmo, menos ainda com ‘braço forte’. O seio, a liberdade e a luta nunca foram tão covardes por aqui como ultimamente. Liberdade é ter um jatinho, afinal.
Brasileiro só é brasileiro na copa.
Brasileiro reclama do governo, mas vota em branco.
Brasileiro rico é filho da lei, principalmente ao atirar crianças pela janela.
Brasileiro é ótimo amante, faz ‘séquiço’ como ninguém...
Praias, caipirinha, Sapucaí, privilégio... Aah, isso é coisa de turista, eu sou brasileira!


“Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
de amor e de esperança à terra desce,
Em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.”

Apesar de todos esses predicados, eu, como brasileira, não quero que o Brasil seja mais um sonho. E você?

E aí?

Jeitinho - socorro bem presente na hora de angústia do brasileiro?

Jeitinho - o congelamento de uma realidade que não se quer enfrentar?

Esperteza, quando é muita,
destrói o dono.
(Elio Gaspari)



O autor da frase condena a esperteza do jeitinho brasileiro, e aponta como possível motivo para um fracasso no Brasil. Concordo, com o nosso jeitinho brasileiro de roubar, de enganar, de excluir, nada mais estamos fazendo que perpetuar, seguir com o que fizeram nossos colonizadores. Fazendo do Brasil uma nova colônia de exploração, onde a metrópole é o interesse, o ideal capitalista, e as contas de banco dos nossos corruptos. O jeitinho brasileiro, quando não usado para o bem é a própria desgraça do nosso povo, pois o mesmo jeitinho que agrega, é o que exclui.
Ao mesmo tempo, não podemos fazer tão duras críticas sem reconhecernos como corruptos também. É da natureza humana ser corrupto, todos o somos, porém uns assumem e fazem de tudo para controlar seu instinto mau caráter, e outros não. Por isso, mais cuidado, brasileiros! Devolvamos os trocos que vêm errados, devolvamos o dinheiro emprestado, não mintamos tanto nem façamos tão falsas promessas.

Ó Pátria amada!




E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.


O trecho acima é conhecido de qualquer brasileiro que saiba e que tenha orgulho de cantar o hino nacional, de qualquer um que estampe no peito a satisfação, ou a não tanta satisfação de ser nacionalizado nesse país verde e amarelo. Agora, aqui pra nós, e se fossemos levar o que cantamos a sério? E se fossemos cobrar letra a letra, trecho a trecho o que canta o nosso hino brasileiro? Cobraríamos paz a cada futuro, a igualdade conseguida à braços fortes e bosques com mais vidas? Seriam mais ou menos essas as nossas cobranças de uma insatisfação nacional do que somos hoje. Uma insatisfação criada por nós mesmos, uma autodestruição dos donos desse país: nós. Somos nós que fazemos a violência, somos nós que plantamos o desrespeito, somos nós que acabamos com o nosso oxigênio, com a nossa mata, somos nós quem cobra de nós mesmos o que cantamos em nosso hino. Somos nós que cobramos e que não podemos fazer e muito menos ter. Mas é, infelizmente, aquele jeitinho brasileiro de fazer, negar e cobrar onde deveríamos fazer, assumir e concertar, pra quem sabe assim podermos cobrar com verdade e ter pelo menos um pouco do que tanto esse povo sonha.

sábado, 22 de novembro de 2008

Hospitalidade a la brasileira

A hospitalidade tipicamente brasileira, cheia de salamaleques, atenções, fazendo muita propaganda, pedindo mil licenças e desculpas, mas muita fantasia. O brasileiro faz muito para que o outro se sinta em casa, mesmo que isso lhe incomode...



- Vá entrando, vá entrando. A casa é muito simples, tá meio bagunçada, mas é limpinha.
- Que é isso, imagina! Que mimosa sua casa, tão ajeitadinha! Dê licença.
- É, a gente vai ajeitando como pode. Ainda faltam as cortinas...
- Não importa, está linda!
- Você já tinha vindo aqui?
- Não...
- Então venha que eu vou lhe mostrar a casa.
- Esse é o quarto do seu menino?
- É sim. Tão organizado, tão esmerado meu filho. Já a menina...
- Eu sempre gostei do menino! Sempre disse que era um menino especial, o genro que eu adoraria ter.
- Você aceita um cafezinho, tá quentinho, Zefa acabou de passar!
- Ah, eu queria sim!

- Zeeefa, cadê o café da moça???
- Tá aqui, nhora.
- Hum. Você já limpou ali por trás daquelas portas? Estão tão sujinhas
- Não senhora.
- E as vassouras novas, já viu?
- Sim, senhora.

Puxa a empregada para si, de modo que a visita não escuta

- Então porque não bota logo essas danadas dessas vassouras detrás da porta, criatura! Que eu to louca que essa mulher vá embora!

Voltando-se para a visita

- Você sabe como é, empregada velha se acomoda...
- Sei sim.
- Então, a senhora quer a receita daquele bolo, não é?
- É...

- Pronto, está aqui, mas cuidado que essa receita é segredo de família, hein?!
- Ta ótimo. Brigada.
- Vá com Deus, e volte sempre pra a gente tomar um cafezinho. A casa está às ordens, viu?!

Diversidade.

O jeitinho brasileiro é um dos mais evidentes resultados da confluência de costumes e da miscigenação dos povos que fundaram essa cultura. É um código, uma língua, sinais comuns e pertinentes apenas aos brasileiros. Podemos destrinchá-lo, e achar suas origens nos:


Portugueses
Estigmas, estereótipos, repressão, religião, fidalguia, preconceito, etc.



Africanos
Garra, batuque, cor, riso, gingado, gaiatice, perseverança, peito e raça.



Índios
Deles a resistência, o grito, porém as cores, a solidariedade, a lealdade, a parcimônia, a tranqüilidade, a malemolência, a paz.






Portugueses
Estigmas, estereótipos, repressão, religião, fidalguia, preconceito, etc.

Dar um jeitinho

A gente vive sorrino
A boca cheia de riso e banguela de emoção
Comida é pouca
Tem que alimentar a boca de quatro menino
As vezes a gente nem come, mas disfarça sorrino
Que é pra num deixar os rebento cheio de aflição

Dinheiro falta
Mas a gente não sai pedino
Pra enganar patrão
A gente vai a luta,
Colhe o trigo, a semente, a fruta
E faz o nosso feijão
Aqui em casa até o sovino
Se entrar pedino
Ganha um copo d’água e um teco de pão

Põe mais água no feijão
Dê cadeira pro irmão
Que aqui não é casa de deus,
Mas lugar não falta não
Nem precisa pagar com o que sobrou da prantação
Há sempre um consolo
Nos óio manso de choro
A enxada encostada no muro
Que é pra não esquecer que tem de dar duro,
E um afago sempre à mão

Pois essa vida não é de presente não
A gente tem de ralar muito pra pisar nesse chão
E pedir com amor a Deus,
Fazer muita oração
Que é pra ele não abandonar
Nem calar o sabiá
Que alivia a inflamação.

Autora: Marcela Borba

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O jeitinho brasileiro de comunicar, de pedir, de protestar, de comercializar e de oferecer.

Porque a nossa pátria amada, não ama, apadrinha, favorece e não alenta a todos. Essas imagens são o reflexo de uma sociedade desigual, carente, ignorada pela política, pela educação, pelo governo. Subjugada pela fome e pelas injustiças comuns às classes menos favorecidas de nossa sociedade. Porém preocupada, ingênua e bem humorada.








quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Aquele jeitinho todo brasileiro de reclamar.


Está bom? Mas sempre tem uma coisinha a mais que pode servir pra argumento. Será que a fama de nunca está bom é verdade? Porque se fez desse jeito não foi bom, mas se fizesse de outro também não estaria, mas se fizesse de outro... É, poderia ficar bom, mas não tanto, sempre vai ser ruim ou sempre estará da maneira errada. A maneira que mais se percebe isso são em casos de comoção pública, onde envolve polícia...Polícia, alvo preferido da população brasileira. Se estiver na esquerda faz um péssimo trabalho, mas se estivesse na direita, continuaria fazendo o péssimo trabalho de sempre. E não é querendo defender lados de ninguém, mesmo porque uma coisa que o Brasil erra e que ainda precisa trabalhar muito pra chegar em um posto pelo menos perto do digno é em área de segurança, que em certo ponto chega a ser até piada. Falar de segurança onde não existe segurança? Um pouco estranho, mas esse é o jeito que o Brasil vive, e que pra se tornar interesse de discussão, ainda tem que crescer muito. Mas sim, voltando ao assunto central dessa postagem, que por mais que isso não fosse desejado, acabou fugindo para uma reclamação. É assim, é brasileiro, tem que reclamar, tem que protestar, tem que argumentar. Até a próxima postagem ou até você achar algum argumento que lhe possa servir para reclamar de algo sobre o texto acima. Até lá!

Brasil x Brasil




Há quem diga que a diversidade do Brasil é incrível, e é. Não há país mais cheio de cor, mais cheio de raças e tribos diferentes, não há país mais diverso aos olhos do mundo como esse que vive de “pátria amada” no orgulho dos brasileiros. Há quem diga que o povo de jeitinho malandro, de jeitinho receptivo que abre os braços pra receber os de fora, é o mais atencioso, o que se acostuma melhor com o diferente, mas claro, com um porém. Esses de “fora” às vezes precisam ser bem de fora, coisa pouca, apenas um ou dois países a separar. Falar boy ou oh, God! é lindo, mas falar oxênte ou uai, não. Ser do no nordeste é ser cabra-macho, ser do sul é ser covarde, ser do sudeste é ser importante, ser do norte é ser brega. Características dadas de brasileiros para brasileiros, de região para região, de estado para outro estado, mas que no fim se torna tudo Brasil, tudo do mesmo modo, todos um mesmo e um só povo. Se existe uma resistência chamada xenofobia, qual nome poderia ser dado àquelas pessoas que não aceitam a própria diversidade de linguagem, de vida, de pensamentos que existem no seu próprio país? Que nome dar as pessoas que não sabem ver e aceitar a beleza que está tão perto de si? O que há de tão mal em ouvir a conversa cantada de um carioca ou de ouvir um sotaque arrastado e tão característico de um pernambucano? São características únicas que juntas formam uma só nação, que formam juntas um só país. Um só Brasil. E graças à Deus, assim penso eu!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mama África - E nasce o jeitinho brasileiro!!!



Desconfio que grande parte do jeitinho brasileiro de se adaptar e se virar tenha nascido nos porões fétidos e esquecidos dos navios negreiros, que trouxeram os africanos para servirem de escravos no Brasil – então aposta da coroa portuguesa para reerguer a economia de Portugal -.
Durante todo o percurso, os pais do ritmo, da cor e do gingado brasileiro tiveram que se virar, subjugados e ignorados pelos portugueses, para sobreviver. A fome nas embarcações era tanta que chegavam a comer uns aos outros, seus excrementos, etc, e poucos chegavam com vida às terras brasileiras. Não que esta luta pela sobrevivência seja algo exclusivamente africano, legado ao brasileiro, não. Pois todo e qualquer ser humano quando submetido a condições subumanas de sobrevivência, faz de tudo para preservar sua vida. Mas com os africanos foi diferente, com o jeitinho de sobreviver já conhecido dos navios, fizeram de seu martírio sua própria imortalidade.
Ressaltarei o jeitinho dos africanos de resistir, de criar, de, mesmo não tendo sido considerados humanos, calcar e fixar sua cultura, sua participação em uma sociedade que estava em formação, porém, não os tolerava. Até hoje, nossa cultura, nosso país está marcado e completamente entregue a sua influência africana, o que é um paradoxo pois ainda rechaçamos aos herdeiros da bela e reluzente coloração trazida pelos africanos, a cor negra.
Os africanos foram corajosos, e deram um jeito de fazer esse país parecer-se à sua casa, sua terra mãe, a África, por questões que iam muito mais além da similitude climática. Engataram um luta pela sobrevivência de sua cultura, que, aqui, tomou certo caráter revoltoso. Os africanos deram seu jeitinho de gingar, de dançar, de comer e de revoltar.
A feijoada, hoje em dia prato tão cultuado e presente na mesa das famílias brasileiras, foi um jeito que os escravos deram de comer algo mais que sua parca ração, juntando os restos da carne que não eram aproveitados pelos senhores e transformando aquilo numa verdadeira festa ao seu paladar inerte. A capoeira, uma luta dançada, importante forma de resistência física que legou à dança brasileira um gingado e uma liberdade de movimentos. Sua religião, disfarçada de católica para que pudessem cultuar os seus deuses, a crença que mais lhe fizesse sentido, nos trouxe tolerância e multiplicidade de credo e religião...
Com seu jeitinho, os africanos de mártires passaram a perpetuadores de uma cultura, e, com isso, legaram ao brasileiro essa esperança, essa vontade de brincar, cantar, dançar e criar mesmo quando tudo parece perdido ou dominado.


"O jeito político de ser"

A política no Brasil, hoje é tratada com desinteresse da população devido aos vários escândalos na política do Brasil, onde pessoas que são eleitas por nós fazem a bagunça que se encontra a administração das cidades, estados e do país .
Os escândalos são frutos de uma bola de neve que cresce e cresce para sustentar políticos corruptos que se favorecem sobre a economia de um determinado lugar e quando estouram causam uma enorme vergonha para a sociedade brasileira.
O dos escândalos muito conhecido foi o do mensalão que era a compra de votos de parlamentares para que votasse a favor dos interesses do poder executivo, daí podemos observar o jeito que os políticos brasileiros se comportam.
Até o próxima postagem com mais escândalos !

Juliana Baracho

domingo, 16 de novembro de 2008

O jeitinho da liberdade - Leila Diniz


"Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu
comigo."


Essa foi a frase que escandalizou uma sociedade moralista do fim dos anos 60 no Brasil, dita pela atriz Leila Diniz em uma entrevista ao jornal O Pasquim. Na época, apogeu da ditadura militar - e das perseguições políticas a quem atentasse contra a ordem, a moral e os bons costumes no Brasil - as palavras de ordem eram revolucionar e libertar. E como o brasileiro tem essa coisa de não gostar muito de se aprisionar, Leila Diniz, mulher jovem de espírito livre e cabeça aberta, não era diferente. Não aceitava a cobrança em relação as mulheres, seu corpo e sua sexualidade, tão escondidos, ofuscados e reprimidos. E, com seu jeito especial de transgredir – jeitinho brasileiro - sem levantar bandeiras e com suas idéias, falando abertamente de sexo, e de todos os assuntos proibidos com uma tranqüilidade que chocava, deu voz a todas aquelas mulheres aprisionadas por valores excessivamente machistas e equivocados, e maridos repressores.
Com suas idéias libertárias em relação ao sexo, à sexualidade e ao amor, Leila deu o pontapé inicial para que as mulheres da sua época começassem a encarar com menos preconceito, e até simpatia – o que a sua figura alegre e risonha também contribuiu -, a idéia de liberdade sexual, e dissociou as idéias de sexo e casamento, e casamento e maternidade. Depois, mostrou que não estava brincando, e, com prazer e alegria, exibiu sua barriga de grávida usando um biquini na praia, coisa que, para a época, era um escândalo, ousadia homérica e inimaginável.
Como o jeitinho sempre age na hora que a repressão aperta e falta liberdade, lançar mão dele foi o que Leila e seus contemporâneos fizeram, é graças a eles que hoje estamos libertos de tantas idéias infundadas, valores desumanos, machistas e opressores e temos mais liberdade de agir, pensar e manifestar.
Mas, como o jeitinho brasileiro também jogava no lado da repressão, os militares não admitiram que Leila, suas idéias e seus palavrões chegassem à casa das boas famílias brasileiras, e criaram uma lei de censura mais conhecida como “decreto Leila Diniz”.


sábado, 31 de maio de 2008

Este Blog tem como principal objetivo criticar e exaltar uma maneira de ser muito peculiar do povo brasileiro, conhecida como "o jeitinho brasileiro". Serão cinco colaboradores – Iuri Lira, Juliana Baracho, Marcela Borba, Nathália Crespo e Tamiris Araújo - que, ao longo deste ano, opinarão sobre o tema e contribuirão com esta página.

O jeitinho brasileiro é um tema bastante intrigante, enquanto uns o definem como "malandragem, safadeza, logro, burla, esperteza", outros ponderam que só o brasileiro tem esse jeitinho camarada, simpático, amável, solidário, companheiro e acolhedor de ser. Será mesmo que nós, os brasileiros, realmente somos assim, tão malandros, maliciosos, ou tão amáveis, capazes de aceitar as diferenças - tão evidentes em nosso país - ?

Ao longo da nossa história esse jeitinho esteve presente. Seja para ganhar um trocado, roubar, sobreviver, alegrar e até para quebrar tabus. Ele não escolhe hora nem lugar, situação financeira ou cor de pele, ele simplesmente chega, e fica, e faz...

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Marcela Borba